✊🏿 20 de novembro · Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

Atividades do Dia da Consciência Negra para imprimir

Um texto de apoio para o professor, nove atividades e uma avaliação prontas, com gabarito, para trabalhar a história, a cultura e as contribuições da população negra no Brasil — e conversar sobre respeito e igualdade o ano todo.

Com gabaritoTexto de apoio ao professorLei 10.639/2003Grátis

Por que 20 de novembro?

Em 20 de novembro de 1695 foi morto Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, a maior comunidade de resistência à escravidão da história do Brasil. A data lembra a luta das pessoas negras por liberdade e convida a refletir sobre o racismo e a valorizar a cultura afro-brasileira.

2003A Lei 10.639 torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas e inclui o 20 de novembro no calendário escolar.
2011A Lei 12.519 institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
2023A Lei 14.759 transforma o 20 de novembro em feriado nacional.

Atividades para imprimir

Comece pelo texto de apoio. Cada atividade tem a folha do aluno e o gabarito do professor (em página separada na impressão). Você escolhe o que funciona melhor com a sua turma.

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Texto de apoio: Consciência Negra — o que é importante saber

Para o professor · leitura, lousa ou resumo

Um texto completo e organizado por temas para você preparar a aula: imprimir para a turma, passar trechos na lousa ou resumir do jeito que preferir.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra · Texto de apoio
Consciência Negra: o que é importante saber

Por que 20 de novembro?

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra lembra a morte de Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, em 20 de novembro de 1695. A escolha da data partiu do movimento negro: em 1971, o Grupo Palmares, de Porto Alegre, do qual fazia parte o poeta Oliveira Silveira, propôs celebrar o 20 de novembro no lugar do 13 de maio, dia da Lei Áurea. A ideia era valorizar a luta das próprias pessoas negras por liberdade, em vez de lembrar a abolição como um presente. Em 1978, o Movimento Negro Unificado adotou a data como Dia Nacional da Consciência Negra. Ela entrou no calendário escolar com a Lei 10.639/2003, foi instituída oficialmente pela Lei 12.519/2011 e se tornou feriado nacional com a Lei 14.759/2023.

A escravidão no Brasil

A escravidão de africanos no Brasil começou no século XVI e durou mais de três séculos. Estima-se que entre 4 e 5 milhões de africanas e africanos foram trazidos à força para o país — o maior número de todas as Américas. Eles vinham de diferentes povos e regiões, como a África Centro-Ocidental (Angola e Congo) e o Golfo do Benim, e chegavam depois de viagens desumanas nos navios negreiros. No Brasil, foram obrigados a trabalhar nos engenhos de açúcar, nas minas de ouro, nas plantações de café, nas casas e nas cidades. O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão, em 1888.

Hoje se prefere dizer pessoas escravizadas, e não “escravos”: a palavra mostra que a escravidão foi uma condição imposta por outras pessoas, e não uma característica de quem a sofreu.

Resistir sempre

As pessoas escravizadas nunca aceitaram passivamente a escravidão. Resistiram de muitas formas: fugindo, formando quilombos, organizando revoltas — como a Revolta dos Malês, em Salvador, em 1835 —, comprando a própria liberdade (alforria), criando irmandades e mantendo vivas suas línguas, religiões, músicas e saberes.

O Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, no atual estado de Alagoas, foi o maior deles. Existiu por quase cem anos, no século XVII, e reuniu milhares de pessoas que plantavam, caçavam e se organizavam em vários povoados. O líder Ganga Zumba chegou a fazer um acordo de paz com o governo de Pernambuco, em 1678, mas Zumbi não aceitou um acordo que deixava outras pessoas na escravidão e seguiu na luta. Palmares foi destruído em 1694, e Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695. A tradição oral também lembra Dandara, guerreira de Palmares; há poucos documentos sobre ela, e sua história chegou até nós contada de geração em geração.

Houve muitos outros quilombos, como o do Quariterê, em Mato Grosso, liderado no século XVIII por Tereza de Benguela. Seus descendentes formam as comunidades quilombolas de hoje: no Censo 2022, mais de 1,3 milhão de pessoas se declararam quilombolas.

A abolição e o que veio depois

O fim da escravidão foi gradual: a Lei Eusébio de Queirós (1850) proibiu o tráfico de africanos; a Lei do Ventre Livre (1871) declarou livres os filhos de mulheres escravizadas; a Lei dos Sexagenários (1885) libertou quem tinha mais de 60 anos. O movimento abolicionista teve grandes nomes negros, como Luiz Gama, André Rebouças e José do Patrocínio, além da resistência cotidiana das próprias pessoas escravizadas.

Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea aboliu a escravidão. Mas ela não veio acompanhada de terra, trabalho, moradia ou escola para as pessoas libertas. Ao mesmo tempo, o governo incentivou a vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas lavouras. Sem apoio, grande parte da população negra ficou à margem — e muitas das desigualdades que vemos até hoje têm raízes nesse período.

Contribuições que estão em toda parte

A cultura brasileira é profundamente marcada pelas culturas africanas e afro-brasileiras. Elas estão na língua (palavras como cafuné, caçula, dengo, quitanda e moleque vêm de línguas africanas, como o quimbundo), na culinária (acarajé, vatapá), na música e na dança (o samba, o samba de roda do Recôncavo Baiano, o maracatu), nas religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, e na capoeira, cuja roda é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2014. Também estão na literatura, na ciência, na engenharia e na política — com nomes como Machado de Assis, Carolina Maria de Jesus, Milton Santos, Enedina Alves Marques e Antonieta de Barros.

O racismo hoje

No Censo 2022, 55,5% da população se declarou preta (10,2%) ou parda (45,3%). Juntos, pretos e pardos formam a população negra, segundo o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010) — a maioria do país. A cor é sempre autodeclarada: cada pessoa diz como se reconhece. Mesmo sendo maioria, pessoas negras ainda enfrentam desigualdades em renda, educação, saúde e segurança, além do preconceito no dia a dia. Quando essas desigualdades fazem parte do funcionamento da sociedade, e não só de atitudes individuais, falamos em racismo estrutural.

No Brasil, racismo é crime: a Constituição de 1988 o define como inafiançável e imprescritível, a Lei 7.716/1989 estabelece as punições e, desde a Lei 14.532/2023, a injúria racial também é tratada como racismo. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100.

Na escola: o ano todo, não só em novembro

A Lei 10.639/2003 (ampliada pela Lei 11.645/2008, que incluiu a história e a cultura indígena) tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em todo o currículo. Algumas sugestões para a sala de aula:

  • Trate o tema ao longo do ano, e não apenas em 20 de novembro.
  • Mostre a população negra também como protagonista — de lutas, conquistas, ciência e arte —, e não só pelo sofrimento da escravidão.
  • Procure livros, imagens e exemplos com pessoas negras em papéis variados.
  • Acolha relatos, mas nunca exponha alunos negros nem os obrigue a falar sobre o tema.
  • Não deixe passar apelidos e “brincadeiras” racistas: são momentos importantes para educar.
  • Apresente as religiões de matriz africana com o mesmo respeito dado às demais.

Fontes: Leis 10.639/2003, 11.645/2008, 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), 12.519/2011, 14.759/2023, 7.716/1989 e 14.532/2023; Constituição Federal (art. 5º, XLII); IBGE — Censo Demográfico 2022; UNESCO (Roda de Capoeira, 2014).

Copie para colar na lousa digital, num documento ou numa IA para resumir.
1

Quem foi Zumbi dos Palmares? — Leitura e interpretação

História · Língua Portuguesa

Texto curto sobre o Quilombo dos Palmares, Zumbi e Dandara, com 6 perguntas em três níveis: localizar, inferir e refletir.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Quem foi Zumbi dos Palmares?
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

Durante mais de 300 anos, milhões de pessoas foram trazidas à força da África para o Brasil e escravizadas: obrigadas a trabalhar sem salário e sem liberdade. Muitas resistiram. Uma das formas de resistência eram os quilombos, comunidades formadas por pessoas que fugiam da escravidão para viver livres.

O maior quilombo foi o de Palmares, na Serra da Barriga, onde hoje fica o estado de Alagoas. O nome vem das muitas palmeiras da região. Palmares existiu por quase cem anos, no século XVII, e chegou a reunir milhares de pessoas, que plantavam, caçavam, faziam artesanato e se organizavam para se defender.

Zumbi foi o último líder de Palmares. Ele lutou para que o quilombo continuasse livre e não aceitou acordos que mantivessem outras pessoas escravizadas. Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695. Ao lado dele, a tradição oral lembra Dandara, guerreira que também lutou por Palmares — há poucos documentos sobre ela, e muito do que sabemos foi contado de geração em geração.

Hoje, a Serra da Barriga abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. E existem no Brasil milhares de comunidades quilombolas: segundo o IBGE (Censo 2022), mais de 1,3 milhão de pessoas se declararam quilombolas.

1Onde ficava o Quilombo dos Palmares? localizar
2Por que o quilombo recebeu o nome de Palmares? localizar
3O que era um quilombo? localizar
4Por que o dia 20 de novembro foi escolhido para lembrar a Consciência Negra? inferir
5O texto diz que há poucos documentos sobre Dandara. Como, então, a história dela chegou até nós? inferir
6Para você, o que significa ter liberdade? Por que ela é tão importante? refletir

Gabarito — professor

  1. Na Serra da Barriga, onde hoje é o estado de Alagoas.
  2. Por causa das muitas palmeiras que havia na região.
  3. Uma comunidade formada por pessoas que fugiam da escravidão para viver livres.
  4. Porque foi o dia da morte de Zumbi (20/11/1695), líder que simboliza a luta por liberdade.
  5. Pela tradição oral: as histórias foram contadas de geração em geração.
  6. Resposta pessoal. Valorize ideias como poder fazer escolhas, ir e vir, ser tratado com dignidade.
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2

Personalidades negras que fizeram história — Relacione

História · Cidadania

Oito brasileiras e brasileiros negros que marcaram a literatura, a ciência, a engenharia, a política e a luta por liberdade. O aluno liga cada pessoa ao que ela fez.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Personalidades negras que fizeram história
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

Escreva no quadrinho a letra da pessoa que corresponde a cada descrição.

AMachado de Assis
BCarolina Maria de Jesus
CLuiz Gama
DTereza de Benguela
EAndré Rebouças
FAntonieta de Barros
GMilton Santos
HEnedina Alves Marques
Escritora que contou em um diário a vida na favela, no livro Quarto de Despejo (1960).
Geógrafo que recebeu o Prêmio Vautrin Lud, conhecido como o “Nobel da Geografia”.
Escritor, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
Primeira engenheira negra do Brasil, formada em 1945, no Paraná.
Liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso. O dia 25 de julho leva o seu nome.
Professora e primeira mulher negra eleita deputada estadual no Brasil (Santa Catarina, 1934).
Advogado que estudou sozinho e libertou centenas de pessoas escravizadas na Justiça.
Engenheiro e abolicionista, lutou pelo fim da escravidão no século XIX.
★Escolha uma dessas pessoas e escreva por que a história dela é importante. refletir

Gabarito — professor

De cima para baixo: B, G, A, H, D, F, C, E.

25 de julho: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei 12.987/2014). Antonieta de Barros também foi autora da lei que criou o Dia do Professor em Santa Catarina.

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3

Palavras que vieram da África — Ligue e escreva

Língua Portuguesa

Muitas palavras do nosso dia a dia vêm de línguas africanas, como o quimbundo. O aluno descobre o significado de oito delas e cria frases.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Palavras que vieram da África
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

As pessoas africanas trazidas ao Brasil falavam muitas línguas, como o quimbundo e o iorubá. Muitas palavras dessas línguas entraram no português e usamos todos os dias, sem perceber!

1. Escreva no quadrinho a letra da palavra que combina com o significado.

Acafuné
Bcaçula
Ccochilar
Ddengo
Emoleque
Fquitanda
Gquiabo
Hmarimbondo
Dormir um pouquinho.
Inseto que pica, parecido com a vespa.
Carinho feito na cabeça, nos cabelos.
Lugar que vende frutas, verduras e legumes.
O filho ou a filha mais nova.
Legume verde, comprido, que fica “babento” ao cozinhar.
Menino.
Manha, carinho, chamego.
2Escreva uma frase com a palavra cafuné e outra com a palavra caçula.
3Pergunte em casa: sua família conhece outras palavras de origem africana? Anote uma. pesquisar

Gabarito — professor

De cima para baixo: C, H, A, F, B, G, E, D.

Outras palavras de origem africana para ampliar: samba, acarajé, fubá, xingar, cachimbo.

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4

Linha do tempo: da escravidão à luta por igualdade

História

Oito marcos, de Palmares ao feriado nacional, para o aluno colocar o ano certo em cada fato e perceber que a abolição não encerrou a luta por direitos.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Linha do tempo: da escravidão à luta por igualdade
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

1. Escreva o ano certo em cada fato. Use os anos do quadro:

16951850187118851888198920032023
Lei Áurea: a escravidão é abolida no Brasil, em 13 de maio.
Morte de Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares.
O 20 de novembro se torna feriado nacional.
Lei do Ventre Livre: filhos de mulheres escravizadas nascem livres.
Lei Caó: o racismo passa a ser crime previsto em lei.
Lei Eusébio de Queirós proíbe o tráfico de africanos escravizados para o Brasil.
Lei 10.639: o ensino de história e cultura afro-brasileira se torna obrigatório.
Lei dos Sexagenários: liberta pessoas escravizadas com mais de 60 anos.
2Quantos anos se passaram entre a morte de Zumbi (1695) e a Lei Áurea (1888)? Mostre a conta.
3A Lei Áurea libertou as pessoas escravizadas, mas não garantiu a elas terra, trabalho nem escola. Que dificuldades você imagina que elas enfrentaram depois de 1888? refletir

Gabarito — professor

Na ordem em que aparecem: 1888, 1695, 2023, 1871, 1989, 1850, 2003, 1885.

2) 1888 − 1695 = 193 anos.

3) Resposta pessoal. Espera-se: falta de emprego e moradia, preconceito, pouco acesso à educação — e a ligação com as desigualdades que ainda existem.

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5

Depois da abolição: liberdade sem direitos

História · Geografia · Cidadania

O que aconteceu com as pessoas libertas depois de 13 de maio de 1888? Texto, tabela comparando o tratamento dado aos libertos e aos imigrantes europeus, a curiosidade de como surgiram as favelas e perguntas para refletir.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Depois da abolição: liberdade sem direitos
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

Quando a Lei Áurea foi assinada, em 13 de maio de 1888, cerca de 700 mil pessoas ainda eram escravizadas no Brasil. Elas ficaram livres — mas sem nenhum tipo de apoio: não receberam terra, dinheiro, casa nem escola. Desde a Lei de Terras, de 1850, só era possível ter terra comprando, e quem acabava de sair da escravidão não tinha como pagar.

Ao mesmo tempo, o governo e os fazendeiros de café, principalmente em São Paulo, preferiram trazer imigrantes europeus — italianos, portugueses, espanhóis e outros. Muitos tiveram a passagem paga pelo governo, eram recebidos em hospedarias com comida e abrigo e seguiam com contrato para as fazendas. Por trás disso havia uma ideia racista das elites da época, chamada de “branqueamento”: acreditava-se que o país “progrediria” se a população ficasse mais branca. Um decreto de 1890 chegou a exigir autorização do Congresso para a entrada de imigrantes da África e da Ásia.

Os imigrantes também enfrentaram trabalho duro e dívidas — a Itália chegou a proibir, em 1902, a emigração com passagem paga para o Brasil por causa das más condições. Mas o ponto de partida foi muito diferente. Para as pessoas negras libertas sobraram os trabalhos mais mal pagos e informais. E mais: o Código Penal de 1890 transformou a “vadiagem” e a capoeira em crimes, o que levou muitas pessoas negras sem emprego à prisão. A Constituição de 1891 proibiu o voto de quem não sabia ler — e a maioria dos libertos nunca tinha tido acesso à escola.

Compare: como foi o começo de vida de cada grupo?

Pessoas negras libertas (1888)Imigrantes europeus (fim do século XIX)
Chegada ao BrasilSeus antepassados foram trazidos à força, em navios negreiros.Muitos tiveram a passagem paga pelo governo.
Primeiros diasNenhum apoio depois da Lei Áurea.Hospedarias com abrigo, comida e encaminhamento para o trabalho.
TerraSem dinheiro, sem acesso à terra (Lei de Terras, 1850).Em algumas regiões, lotes de terra vendidos a prazo nos núcleos coloniais.
TrabalhoOs serviços mais mal pagos e informais; “vadiagem” virou crime.Contratos nas fazendas de café, com casa e roça própria.
Como as elites viamCom preconceito, como “atraso”.Desejados pela política de “branqueamento”.
💡 Curiosidade: como surgiram as favelas?

No fim do século XIX, muitas famílias pobres — grande parte delas negras e recém-libertas — moravam em cortiços no centro do Rio de Janeiro. Em 1893, o maior deles, o Cabeça de Porco, foi demolido. Em 1897, soldados que voltavam da Guerra de Canudos, na Bahia, subiram o Morro da Providência e passaram a chamá-lo de Morro da Favella, nome de uma planta comum no sertão baiano. Foi assim que a palavra “favela” passou a nomear essas comunidades. No começo do século XX, a reforma do prefeito Pereira Passos derrubou centenas de cortiços para modernizar a cidade, e mais famílias pobres foram para os morros e para os subúrbios — sem nenhum plano de moradia.

Hoje, mais de 16 milhões de pessoas vivem em favelas e comunidades urbanas no Brasil, e a maioria delas é preta ou parda (IBGE, Censo 2022).

1O que a Lei Áurea garantiu às pessoas escravizadas? E o que ela não garantiu?
2Observe a tabela e escreva duas diferenças entre o tratamento dado aos libertos e aos imigrantes europeus.
3O que foi a política de “branqueamento”? Por que ela era racista? inferir
4De onde vem o nome “favela”?
5Que relação você vê entre o que aconteceu depois de 1888 e as desigualdades que existem hoje no Brasil? refletir

Gabarito — professor

  1. Garantiu a liberdade (o fim legal da escravidão). Não garantiu terra, trabalho, moradia, escola nem qualquer reparação.
  2. Exemplos: os imigrantes tiveram passagem paga e os libertos nenhum apoio; os imigrantes receberam hospedagem e encaminhamento ao trabalho, os libertos não; alguns imigrantes puderam comprar terra a prazo, enquanto os libertos não tinham acesso à terra.
  3. Era a ideia das elites de que o país “melhoraria” se a população ficasse mais branca, por isso incentivavam imigrantes europeus. É racista porque considera as pessoas negras inferiores.
  4. Do Morro da Favella (Morro da Providência, no Rio), nome dado por soldados da Guerra de Canudos por causa de uma planta chamada favela, comum no sertão da Bahia.
  5. Resposta pessoal. Espera-se a ideia de que a falta de acesso à terra, à escola e ao trabalho, somada ao racismo, deixou a população negra em desvantagem — e essas desigualdades passaram de geração em geração.

Fontes: Lei 601/1850 (Lei de Terras); Lei 3.353/1888 (Lei Áurea); Decreto 528/1890; Código Penal de 1890; Constituição de 1891; IBGE — Censo 2022 (Favelas e Comunidades Urbanas).

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Arte e história: “A Redenção de Cam” e a política de branqueamento

Arte · História · Leitura de imagem

Leitura crítica do quadro de Modesto Brocos (1895), que virou símbolo da ideia racista de “branquear” o Brasil. Observar, interpretar, contextualizar com dados do Censo e criar uma resposta artística.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Arte e história: “A Redenção de Cam”
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____
Quadro A Redenção de Cam, de Modesto Brocos (1895): à esquerda, uma senhora negra de pé ergue as mãos e olha para o céu; ao centro, uma mulher de pele mais clara, sentada, segura um bebê branco; à direita, um homem branco sentado na porta de uma casa simples olha para a criança.
A Redenção de Cam — Modesto Brocos, 1895. Óleo sobre tela. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Imagem em domínio público.

Este quadro foi pintado em 1895, sete anos depois da abolição, por Modesto Brocos, pintor espanhol que vivia no Rio de Janeiro e era professor da Escola Nacional de Belas Artes. Nele aparecem três gerações de uma família: uma avó negra, que ergue as mãos e olha para o céu como quem agradece; a mãe, filha dela, de pele mais clara; o bebê, branco, no colo da mãe; e o pai, um homem branco — que muitos estudiosos interpretam como um imigrante europeu — sentado na porta da casa, olhando satisfeito para a criança.

O título faz referência a Cam, personagem da Bíblia, filho de Noé. Durante séculos, a chamada “maldição de Cam” foi usada, de forma distorcida, para tentar justificar a escravidão de pessoas africanas. Redenção quer dizer salvação. Ou seja: o quadro sugere que a família seria “salva” à medida que fosse ficando mais branca, geração após geração. É exatamente a ideia racista do branqueamento, defendida por parte das elites daquela época.

Em 1911, o médico João Batista de Lacerda, diretor do Museu Nacional, levou uma reprodução deste quadro ao Congresso Universal das Raças, em Londres, para defender que, em cerca de cem anos, a população do Brasil se tornaria branca. A previsão estava errada — e a ideia por trás dela também: não existem raças superiores ou inferiores, e todas as pessoas têm o mesmo valor. No Censo de 2022, mais da metade dos brasileiros (55,5%) se declarou preta ou parda.

Estudar esta obra não é concordar com ela: é olhar para a arte como um documento da história, que mostra como o racismo era pensado e defendido — para entender e combater o racismo hoje.

Observe a obra

1Quantas pessoas aparecem no quadro? Descreva cada uma: onde está, o que veste e o que faz.
2O que a senhora da esquerda faz com as mãos e com o olhar? O que esse gesto parece expressar?

Interprete

3Repare na cor da pele da avó, da mãe e do bebê. Que “mensagem” o pintor quis passar com essa sequência? inferir
4O que quer dizer “redenção”? Por que o título do quadro é racista? inferir

Contextualize

5Por que este quadro se tornou um símbolo da política de branqueamento?
6Em 1911, Lacerda previu que o Brasil ficaria branco em cerca de cem anos. Essa previsão se confirmou? Use os dados do Censo de 2022 para responder.

Crie

7Imagine que você é um artista hoje e vai criar uma obra para “responder” a este quadro, valorizando a população negra. O que você mostraria? Desenhe ou descreva. criar
espaço para o desenho ou o texto

Gabarito — orientação ao professor

  1. Quatro: a avó negra, de pé, com lenço na cabeça, mãos erguidas; a mãe, sentada, de pele mais clara, com o bebê no colo; o bebê, branco, segurando uma laranja; o pai, branco, sentado na porta da casa, olhando para a criança.
  2. Ela ergue as mãos e olha para o céu, como quem agradece ou reza. No quadro, o “agradecimento” é pelo neto ter nascido branco.
  3. A pele vai ficando mais clara a cada geração. O pintor mostra o branqueamento como algo “desejável”, uma ideia racista.
  4. Redenção é salvação, libertação. O título é racista porque trata a pele negra como uma “maldição” e o embranquecimento como “salvação”.
  5. Porque mostra, numa só imagem, a ideia de que a mistura com imigrantes europeus “branquearia” a população; por isso foi usado por Lacerda em 1911 para defender essa tese.
  6. Não. Em 2022, 55,5% da população se declarou preta ou parda — a maioria do país. A previsão era errada, assim como a ideia racista por trás dela.
  7. Resposta pessoal. Valorize obras que mostrem pessoas negras com dignidade, alegria, protagonismo e em diferentes papéis.

Dica: conduza a conversa deixando claro que a obra é analisada como documento histórico do racismo. Evite que os alunos usem termos ofensivos para descrever as pessoas do quadro e acolha com cuidado as reações da turma.

Fontes: Museu Nacional de Belas Artes (acervo); Lacerda, J. B. “Sur les métis au Brésil”, Congresso Universal das Raças, Londres, 1911; IBGE — Censo 2022.

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7

Racismo é crime: respeito e igualdade — O que você faria?

Cidadania · Projeto de vida

Texto curto sobre o que é racismo e o que diz a lei, três situações do cotidiano para a turma discutir e a criação de um cartaz.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Racismo é crime: respeito e igualdade
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

Racismo é tratar uma pessoa de forma diferente, ofender ou excluir alguém por causa da cor da pele, do cabelo ou da sua origem. Ele machuca, tira oportunidades e não tem nenhuma justificativa: todas as pessoas têm os mesmos direitos.

No Brasil, racismo é crime. A Constituição de 1988 diz que ele é inafiançável e imprescritível, e a Lei 7.716/1989 define as punições. Desde 2023, a injúria racial — ofender alguém com palavras ligadas à raça ou à cor — também é tratada como racismo.

Quem sofre ou presencia racismo pode pedir ajuda a um adulto de confiança e denunciar pelo Disque 100, que funciona todos os dias, de graça.

1. Leia cada situação e responda: isso é racismo? O que você faria?

a) No recreio, um colega faz piadas sobre o cabelo crespo de uma menina e os outros riem.
b) Na aula de artes, alguém diz que o lápis rosa-claro é o “lápis cor de pele”.
c) Em uma loja, um segurança segue um homem negro pelos corredores, mas não segue as outras pessoas.
2Crie um cartaz com uma mensagem contra o racismo. Pense numa frase curta e num desenho.
espaço para o cartaz

Gabarito — orientação ao professor

  1. a) Sim. Zombar de características físicas ligadas à raça é racismo. Atitudes: não rir, defender a colega, avisar um adulto.
  2. b) Sim — é uma ideia racista, mesmo sem intenção: as peles têm muitas cores. Hoje existem lápis com vários tons de pele.
  3. c) Sim. Desconfiar de alguém por causa da cor da pele é discriminação racial e pode ser denunciado.

Conduza a conversa com acolhimento: alunos negros podem compartilhar experiências, mas nunca devem ser expostos ou obrigados a falar.

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8

Análise de dados: onde vive a população negra no Brasil

Matemática · Geografia · Leitura de dados

Mapa do Brasil por estado, tabela com os dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e 2022) e perguntas de leitura de mapa, porcentagem e comparação — incluindo a diferença entre porcentagem e quantidade.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Análise de dados: onde vive a população negra no Brasil
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

No Censo, o IBGE pergunta a cor ou raça de cada pessoa, e é ela mesma quem responde (autodeclaração): branca, preta, parda, amarela ou indígena. Somando quem se declara preto e quem se declara pardo, temos a população negra. Em 2022, ela era 55,5% da população do país — cerca de 113 milhões de pessoas.

Rondônia: 67,9% da população é negra (pretos + pardos)Acre: 74,8% da população é negra (pretos + pardos)Amazonas: 73,7% da população é negra (pretos + pardos)Roraima: 65% da população é negra (pretos + pardos)Pará: 79,6% da população é negra (pretos + pardos)Amapá: 77,1% da população é negra (pretos + pardos)Tocantins: 75,3% da população é negra (pretos + pardos)Maranhão: 79% da população é negra (pretos + pardos)Piauí: 77,1% da população é negra (pretos + pardos)Ceará: 71,5% da população é negra (pretos + pardos)Rio Grande do Norte: 60,1% da população é negra (pretos + pardos)Paraíba: 63,5% da população é negra (pretos + pardos)Pernambuco: 65,3% da população é negra (pretos + pardos)Alagoas: 69,9% da população é negra (pretos + pardos)Sergipe: 74,5% da população é negra (pretos + pardos)Bahia: 79,7% da população é negra (pretos + pardos)Minas Gerais: 58,6% da população é negra (pretos + pardos)Espírito Santo: 61% da população é negra (pretos + pardos)Rio de Janeiro: 57,8% da população é negra (pretos + pardos)São Paulo: 40,9% da população é negra (pretos + pardos)Paraná: 34,3% da população é negra (pretos + pardos)Santa Catarina: 23,3% da população é negra (pretos + pardos)Rio Grande do Sul: 21,2% da população é negra (pretos + pardos)Mato Grosso do Sul: 53,4% da população é negra (pretos + pardos)Mato Grosso: 65,9% da população é negra (pretos + pardos)Goiás: 63,4% da população é negra (pretos + pardos)Distrito Federal: 59,4% da população é negra (pretos + pardos)
População negra (pretos + pardos), 202275% ou mais65% a 74,9%55% a 64,9%40% a 54,9%menos de 40%
Passe o dedo ou o mouse sobre um estado
EstadoPretos %Pardos %Negros % (2022)Negros % (2010)
Brasil10,245,355,550,7
Bahia (BA)22,457,379,776,3
Pará (PA)9,869,979,676,8
Maranhão (MA)12,666,479,076,2
Amapá (AP)11,865,377,173,9
Piauí (PI)12,264,877,173,4
Tocantins (TO)13,262,175,372,2
Acre (AC)8,666,374,872,1
Sergipe (SE)12,861,674,570,3
Amazonas (AM)4,968,873,773,0
Ceará (CE)6,864,771,566,5
Alagoas (AL)9,660,469,966,8
Rondônia (RO)8,759,267,962,5
Mato Grosso (MT)9,956,065,960,0
Pernambuco (PE)10,055,365,361,8
Roraima (RR)7,757,265,067,1
Paraíba (PB)8,055,563,558,4
Goiás (GO)9,254,263,456,5
Espírito Santo (ES)11,249,861,057,0
Rio Grande do Norte (RN)9,250,960,157,7
Distrito Federal (DF)10,748,759,455,9
Minas Gerais (MG)11,846,858,653,5
Rio de Janeiro (RJ)16,241,657,851,7
Mato Grosso do Sul (MS)6,546,953,448,5
São Paulo (SP)8,033,040,934,6
Paraná (PR)4,230,134,328,3
Santa Catarina (SC)4,119,223,315,4
Rio Grande do Sul (RS)6,514,721,216,1

Fonte: IBGE — Censo Demográfico 2010 e 2022 (tabela 9605). Porcentagens arredondadas.

1Observe o mapa e a tabela. Qual estado tem a maior porcentagem de população negra? E a menor?
2Em quais regiões do Brasil ficam os estados com as cores mais escuras do mapa? E os de cores mais claras?
3No Brasil, 10,2% das pessoas se declararam pretas e 45,3% pardas. Quanto dá a soma? Confira na tabela.
4Em 2010, a população negra era 50,7% do Brasil. Em 2022, 55,5%. Quantos pontos percentuais ela aumentou? Por que você acha que isso aconteceu? inferir
5Desafio: São Paulo tem 40,9% de população negra, bem menos que a Bahia (79,7%). Mas São Paulo tem cerca de 44 milhões de habitantes e a Bahia, 14 milhões. Qual dos dois estados tem mais pessoas negras? Faça uma estimativa. desafio
6Procure o seu estado na tabela. Qual é a porcentagem de população negra? Ela é maior ou menor que a do Brasil?

Gabarito — professor

  1. Maior: Bahia (79,7%), quase empatada com o Pará (79,6%). Menor: Rio Grande do Sul (21,2%).
  2. Mais escuras: estados do Norte e do Nordeste. Mais claras: estados do Sul (e São Paulo, no Sudeste).
  3. 10,2 + 45,3 = 55,5%.
  4. 55,5 − 50,7 = 4,8 pontos percentuais. Resposta pessoal: espera-se que mais pessoas tenham passado a se reconhecer como pretas ou pardas (a cor é autodeclarada), entre outros fatores.
  5. São Paulo: cerca de 18,2 milhões de pessoas negras (40,9% de 44,4 milhões); Bahia: cerca de 11,3 milhões. São Paulo tem o maior número de pessoas negras do país, mesmo com porcentagem menor — porque tem muito mais habitantes. Porcentagem e quantidade são coisas diferentes!
  6. Resposta pessoal (comparar com 55,5%).
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Caça-palavras da Consciência Negra

Língua Portuguesa · História

Doze palavras ligadas à história e à cultura afro-brasileira, escondidas na horizontal, na vertical e na diagonal.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra
Caça-palavras da Consciência Negra
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____

Encontre as palavras na horizontal (→), na vertical (↓) e na diagonal (↘). Depois, escolha duas e explique o que significam.

ERIUFSAMBAIDX
LOEIGUALDADEH
FEJSNLOZNZZVT
QMDCPPASFOULT
MULAAEAOUHMHI
COIINPILERBDT
IUMLBDOTMVIAS
PMLAOEAEOARAC
LEVTFMRRIXRRV
CIQRURBDARFEF
CGMABRIOABATS
ZZJTDUACCDTBD
RACARAJEAHEGX
QUILOMBOPALMARESZUMBIDANDARACAPOEIRASAMBAAFRICACULTURAIGUALDADERESPEITOLIBERDADEACARAJE
★Escolha duas palavras e explique o que significam.

Gabarito — professor

ERIUFSAMBAIDX
LOEIGUALDADEH
FEJSNLOZNZZVT
QMDCPPASFOULT
MULAAEAOUHMHI
COIINPILERBDT
IUMLBDOTMVIAS
PMLAOEAEOARAC
LEVTFMRRIXRRV
CIQRURBDARFEF
CGMABRIOABATS
ZZJTDUACCDTBD
RACARAJEAHEGX
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Avaliação: Consciência Negra — 12 questões de múltipla escolha

Avaliação · alternativas de A a D

Para fechar o trabalho: 12 questões que retomam tudo o que a página aborda — Zumbi e Palmares, abolição, branqueamento, a obra de Brocos, personalidades, leitura de dados e racismo. Gabarito com justificativa de cada resposta.

Doceria Pedagógica · Consciência Negra · Avaliação
Avaliação: Consciência Negra
Nome: ____________________________________Turma: ________Data: ___/___/_____Nota: ________

Leia com atenção e marque um X na alternativa correta. Cada questão tem só uma resposta certa.

1Por que o Dia da Consciência Negra é lembrado em 20 de novembro?

  1. APorque nesse dia foi assinada a Lei Áurea.
  2. BPorque é a data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
  3. CPorque nesse dia chegaram os primeiros africanos ao Brasil.
  4. DPorque foi o dia em que o Quilombo dos Palmares foi fundado.

2O que era um quilombo?

  1. AUma fazenda onde trabalhavam pessoas escravizadas.
  2. BUm navio que trazia pessoas africanas para o Brasil.
  3. CUma comunidade formada por pessoas que fugiam da escravidão para viver livres.
  4. DUma lei que proibia o tráfico de pessoas.

3O Quilombo dos Palmares, o maior da história do Brasil, ficava:

  1. Ana Serra da Barriga, no atual estado de Alagoas.
  2. Bno Morro da Providência, no Rio de Janeiro.
  3. Cem Mato Grosso, liderado por Tereza de Benguela.
  4. Dem Salvador, onde aconteceu a Revolta dos Malês.

4Hoje se recomenda dizer “pessoas escravizadas” em vez de “escravos” porque:

  1. Aé uma expressão mais curta.
  2. Ba palavra “escravos” é estrangeira.
  3. Cas pessoas escravizadas não trabalhavam.
  4. Dmostra que a escravidão foi uma condição imposta, e não uma característica das pessoas.

5Sobre a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, é correto afirmar que ela:

  1. Aaboliu a escravidão e deu terra a todas as pessoas libertas.
  2. Bproibiu apenas o tráfico de africanos para o Brasil.
  3. Caboliu a escravidão, mas não garantiu terra, trabalho nem escola às pessoas libertas.
  4. Dlibertou somente as pessoas com mais de 60 anos.

6A política de “branqueamento”, no fim do século XIX, foi:

  1. Auma ideia racista das elites, que incentivavam a imigração europeia para tornar a população mais branca.
  2. Bum programa para levar escolas às pessoas libertas.
  3. Cuma campanha para pintar de branco as casas das cidades.
  4. Duma proposta do movimento negro para valorizar a cultura africana.

7O quadro “A Redenção de Cam” (1895), de Modesto Brocos, mostra uma avó negra, uma mãe de pele mais clara e um bebê branco. Ele ficou conhecido por:

  1. Ahomenagear a luta de Zumbi dos Palmares.
  2. Bmostrar a assinatura da Lei Áurea.
  3. Cretratar uma roda de capoeira.
  4. Drepresentar a ideia racista de que a população deveria ficar mais branca a cada geração.

8A palavra “favela” passou a nomear comunidades por causa:

  1. Ade um bairro de Portugal com esse nome.
  2. Bdo Morro da Favella, nome que soldados da Guerra de Canudos deram ao Morro da Providência, lembrando uma planta do sertão baiano.
  3. Cde uma lei de 1888 que criou esses bairros.
  4. Dde uma palavra indígena que significa “casa”.

9Carolina Maria de Jesus ficou conhecida por:

  1. Aser a primeira mulher negra eleita deputada estadual no Brasil.
  2. Bliderar o Quilombo do Quariterê.
  3. Cescrever “Quarto de Despejo”, um diário sobre a vida na favela.
  4. Dser a primeira engenheira negra do Brasil.

10No Censo 2022, a Bahia tinha 79,7% de população negra e São Paulo, 40,9%. Mas São Paulo tinha cerca de 18,2 milhões de pessoas negras, e a Bahia, 11,3 milhões. Isso mostra que:

  1. ASão Paulo tem o maior número de pessoas negras, embora a Bahia tenha a maior porcentagem.
  2. Ba Bahia tem mais pessoas negras que São Paulo.
  3. CSão Paulo tem a maior porcentagem de população negra do país.
  4. Dos dois estados têm o mesmo número de pessoas negras.

11Segundo o IBGE e o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra do Brasil é formada por:

  1. Aapenas quem se declara preto.
  2. Bpessoas nascidas na África.
  3. Cpessoas que vivem em comunidades quilombolas.
  4. Dquem se declara preto ou pardo.

12No Brasil, o racismo:

  1. Aé só falta de educação, sem punição.
  2. Bé crime inafiançável e imprescritível, segundo a Constituição de 1988.
  3. Cdeixou de existir com a Lei Áurea.
  4. Dsó é crime quando acontece dentro da escola.

Gabarito — professor

QuestãoRespostaPor quê
1BA data lembra a morte de Zumbi (20/11/1695). A Lei Áurea é de 13 de maio de 1888.
2CQuilombos eram comunidades de resistência formadas por pessoas que fugiam da escravidão.
3APalmares ficava na Serra da Barriga (AL). Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso.
4D“Escravizada” indica que alguém foi colocado nessa condição à força.
5CA abolição veio sem nenhuma política de apoio. O tráfico foi proibido em 1850 e a Lei dos Sexagenários é de 1885.
6AO branqueamento considerava as pessoas negras inferiores e incentivava a imigração europeia.
7DO quadro virou símbolo do branqueamento e foi usado em 1911 para defender essa tese.
8BEm 1897, soldados vindos de Canudos chamaram o Morro da Providência de Morro da Favella.
9CCarolina escreveu “Quarto de Despejo” (1960). As outras são Antonieta de Barros, Tereza de Benguela e Enedina Alves Marques.
10APorcentagem e quantidade são diferentes: São Paulo tem muito mais habitantes.
11DPopulação negra = pretos + pardos (55,5% da população em 2022). A cor é autodeclarada.
12BA Constituição de 1988 e a Lei 7.716/1989 tratam o racismo como crime; denúncias pelo Disque 100.
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Fontes: Lei 10.639/2003; Lei 12.519/2011; Lei 14.759/2023; Lei 12.987/2014; Lei 7.716/1989; Lei 14.532/2023; Constituição Federal (art. 5º, XLII); IBGE — Censo Demográfico 2022 (população quilombola).

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